Escola José Maria Bicalho promove reunião com pais de alunos, autoridades locais e profissionais de educação.

Aconteceu nesta última segunda feira, dois de julho, em Santa Luzia, na Escola José Maria Bicalho, uma reunião entre pais de alunos, autoridades locais, equipe pedagógica e profissional da Abrace – Programas Preventivos, para discussão de metas relacionadas à reconstrução do ambiente escolar, reunião esta, convocada em caráter de urgência pelo diretor Tarley Santos e sua equipe.

 

O diretor Tarley dos Santos havia suspendido as aulas durante três dias, por não conseguir conter a violência dos alunos do turno da tarde, 6º ao 9º ano. A palestra principal, contou com a participação do Tenente Rodrigo do 35º batalhão de Polícia de Santa Luzia e ainda do Sargento Alexander, Cabo Clayson e a responsável do Departamento de Comunicação do mesmo batalhão que fica situado nas proximidades da Escola José Maria Bicalho.

 

O Tenente Rodrigo em sua fala de esclarecimento aos pais sobre possíveis comprometimentos abordou a forma de repressão que casualmente é usada pela Polícia Militar, para coibir ações de menores infratores que ofereçam riscos sociais fora do ambiente escolar e ressaltou: “ Por se tratar de uma mesma Constituição, o Código Penal Brasileiro aplicado em tais casos envolvendo menores e as penalidades isenta os “alunos” a serem enquadrados nos mesmos artigos, levando-os a ações obrigatórias como: Cumprimento de medidas sócio educativas, recolhimento da sociedade (através de internação em Centros Especializados em Reabilitação) e até mesmo transferência tutelar de guarda dos pais para o Ministério Público, onde se envolve diretamente a observação do Conselho Tutelar e o Juizado da Infância e Adolescência”.

 

As famílias presentes, na grande maioria representada pelas mães, fizeram questionamentos diversos, desde a falta de receptividade por parte de alguns funcionários da Escola, até mesmo a falta de expectativa de mudanças nas Escolas Públicas no geral, que possam atrair os jovens de forma positiva e rendosa.

 

Para surpresa da maioria dos presentes, uma mãe relatou a prática de uma violência que os alunos chamam de “corredor da morte”, onde os agressores formam um “corredor Polonês” e praticam diversos tipos de violência entre socos, pontapés, cortes de cabelo nas meninas, depredação do material escolar, confisco da mochila e até ameaça armada de morte àqueles que delatarem as ações.

 

Bases Estratégicas:

A direção da Escola juntamente com a Patrulha da Polícia Militar presente, alinhavaram possíveis metas a serem implantadas na Escola, com o apoio da Secretaria Estadual de Educação, Conselho Tutelar e Ministério Público, identificando primeiramente os infratores, envolvendo individualmente a ação e responsabilidade dos pais e caso seja necessário até  mesmo a transferência do aluno para outra unidade escolar, com aplicação de leis que regulamentam tais comportamentos.

 

O Tenente Rodrigo afirma que a Patrulha escolar tem dado assistência nos horários mais críticos, na saída e entrada dos alunos. Sugere também a implantação de Programas de Assistência Social promovidos pelo Governo como o FORPAZ, JCC e continuidade no projeto PROERD  que tem gerado resultados positivos no combate às Drogas.

 

Sugeriram ainda a instalação de Câmeras em toda a escola (Promessa da S.E.E) , caixa para depósito de denúncias anônimas, maior envolvimento dos pais com a Escola no resgate de valores perdidos, tratamento específico para cada caso, etc.

 

Aplausos ao depoimento de Dona Marlene:

No fim do túnel, brilhou a luz de um depoimento que aqueceu a esperança de todos os presente, principalmente das mães sofridas, ao ouvirem Dona Marlene energicamente relatar o esforço e a dedicação que empreendeu na educação de seu único filho que na infância manifestou uma rebeldia indomável. Dona Marlene, não desistia, acompanhava o filho na vã, chorava com ele,mesmo tendo suas dificuldades, estudava com ele e hoje é um advogado renomado e que tem plena consciência de sua transformação através do amor e da dedicação de sua mãe.

 

A avó Marlene, hoje, acompanha os netos que estudam na Escola José Maria Bicalho e se ofereceu na contribuição da minimização do problema, já que tem experiência suficiente na área.
Como não podia deixar de ser, no final de sua fala, Dona Marlene foi calorosamente aplaudida.

 

Para nós da Abrace, foi e sempre será um prazer participar de tais reuniões, colaborar pincelando ideias onde reafirmamos nossa visão e o nosso compromisso em acreditar na oportunidade de mudança que estas crianças e jovens revindicam através da forma mais desafiadora de se comunicar “A violência Escolar”.

 

Queremos acreditar que a energia desprendida para se fazer o “mal”, precisa ser canalizada para se produzir o “bem”, bastando direcionar os envolvidos de forma eficaz e conciliadora. Proporemos para os próximos meses, um início de um trabalho junto a direção da escola José Maria Bicalho, com palestras aos alunos, atividades de interação e conhecimento  quanto as dificuldades de se criar um vínculo de pertencimento Escola – aluno.

 

Redação Abrace – Programas Preventivos

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