Cyberbullying pode aumentar durante a pandemia de COVID-19, diz especialista.

Com crianças e adolescentes em casa e o aumento da utilização de plataformas digitais durante a pandemia do COVID-19, aumentam também as possibilidades do cyberbullying acontecer, alerta especialista.

 

 

“Quando redes sociais e smartphones se tornaram uma ferramenta global, as taxas de cyberbullying aumentaram”, diz Sameer Hinduja, que é PhD, professor de criminologia e justiça criminal na Florida Atlantic University e codiretor do Cyberbullying Research Center.

 

 

“Isto faz todo o sentido, porque a quantidade de vítimas e agressores em potencial é muito maior”, continua ele.
“Durante esse período, todos os alunos estão em casa e estes estudantes estão acessando aplicativos com maior frequência, sendo estando sujeitos a utilizá-los para aprender, independente do nível de suas habilidades ou adaptação com as ferramentas.”

 

 

Estudantes alvos de cyberbullying geralmente podem hesitar em pedir ajuda, diz Hinduja. Eles sofrem mais silenciosamente e os educadores nem sempre conseguem perceber que algo está acontecendo porque os alunos não estão presencialmente na escola, ou seja, conversas que poderiam acontecer no ambiente escolar com professores, orientadores ou educadores em geral, não são possíveis já que o alunos estão ausentes da instituição.

 

 

“É bem possível que cyberbullying xenofóbico ou racial aconteça, ressalta Hinduja. “Algumas pessoas continuam chamando COVID-19 de ‘vírus estrangeiro’, e pais já relataram que seus filhos estão sendo acusados de portarem o vírus por serem asiáticos. Eu sou asiático e já passei por situações de bullying por conta da minha raça e etnia, por isso, vejo essa questão de uma forma mais particular e não quero que isso saia do controle.”

 

 

Hinduja dá sugestões para educadores enquanto estiverem trabalhando em casa:

 

  • Defina inicialmente expectativas e padrões de comportamento online sobre respeito entre os alunos dentro da plataforma ou ambientes de aprendizado que estão trabalhando.
  • Determine exatamente quais as consequências caso as regras sejam quebradas e certifique-se que elas realmente terão efeito sobre os alunos.
  • Incentive seus alunos a comunicarem conteúdos abusivos e inapropriados utilizando as ferramentas de denúncias de cada plataforma.
  • Reforce as interações positivas em todos os locais onde estas interações online possam ocorrer.
  • Mais importante, mantenha contato com os alunos que você conhece e que precisam de uma conexão mais profunda, incentivando sempre através de palavras ou atividades.

 

 

O especialista também fornece dicas para os pais, sugerindo que eles sejam criativos e encontrem maneiras para que o sofrimento dos alunos sejam minimizados por causa do isolamento social:

 

  • Seja paciente com seus filhos casos eles fiquem irritados ou frustrados. Eles estão tentando conciliar essa nova realidade assim como você. Além disso, jovens não são tão bons quanto os adultos para esconder ou redirecionar as emoções .
  • Permita e auxilie o encontro com os amigos através de ferramentas como FaceTime, Skype etc. Pesquisas mostram que socializar e conectar-se aos colegas é essencial para o contínuo desenvolvimento saudável – especialmente em meio ao caos e incertezas.
  • Incentive atividade física respeitando os limites impostos pelo momento de quarentena. Exercícios físicos são necessários em todas as idades para acalmar a mente e auxiliar o crescimento cognitivo.

 

 

“Com intencionalidade, graça e boa vontade, não precisamos apenas sobreviver a esta crise, podemos crescer em nossos relacionamentos com nossos alunos e filhos para que sejam melhores do que eram antes de tudo isso começar.”, finalizou Hinduja.

 

 

Helio.com – School Health

 

 

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